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SIGA Mamãe acompanha mais de 600 gestantes pelo Estado

30 set 2016 | Notícias

Um dos objetivos do programa é reduzir a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) em Goiás SIGA Mamãe e SIGA Bebê são módulos pré-natal do projeto SIGA Saúde Goiás que visam acompanhar a gestante e o bebê até 1 ano atendidos pela rede pública de saúde, por meio de um prontuário eletrônico. Através destes módulos serão monitoradas enfermidades e ocorrências, inserção de informações de rotina da mãe e da criança, anexo de exames realizados, avaliação de consultas, entre outras ações que permitirão acompanhar a evolução gestacional e o primeiro ano de vida da criança, além de garantir a qualidade de vida desses pacientes.

Até o momento, 614 gestantes já estão sendo acompanhadas pelo sistema e identificadas através de um mapa georreferenciado. Um dos objetivos deste programa é reduzir a Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) no Estado. A superintendente de Vigilância em Saúde (Suvisa), Maria Cecília Brito, afirma que a meta de redução da TMI é ousada e há muitas ações para serem realizadas. Ela explica que esta inciativa de monitorar as gestantes é um modelo adotado em países como Noruega, Suécia, Portugal e Espanha, em que as mamães e os bebês são seguidos a cada consulta e a cada intervenção.

“Sabemos que as mulheres devem realizar, no mínimo, 7 consultas pré-natal, têm a necessidade de uma referência correta, entre outras necessidades especiais de saúde em alguns casos e, com esse acompanhamento, poderemos evitar mortes”, afirma a superintendente. O programa SIGA Mamãe e SIGA Bebê já capacitou profissionais de mais de 180 municípios do Estado.

A equipe do SIGA Mamãe e Bebê divulgou o projeto em Catalão e Caldas Novas, cidades prioritárias para ações de intervenção e monitoramento. Outros municípios goianos que estão inserindo o registro das gestantes no SIGA Saúde Goiás são Aparecida do Rio Doce, Caçu, Caiapônia, Castelândia, Itaberaí, Itajá, Itapaci, Lagoa Santa, Nova América, Quirinópolis, Rio Verde, Santo Antônio da Barra, São Simão, Trindade e Turvelândia.

“Nas visitas, verificamos que existem municípios muito organizados e outros desorganizados. Às vezes tem uma atenção básica, mas a rede de assistência está despreparada. E estamos avaliando caso a caso e preparando cada um dos municípios para tentar superar esses limites”, alerta Cecília.

Caldas Novas tem modelo exemplar

De acordo com a equipe da Suvisa, a cidade de Caldas Novas tem um programa exemplar, pois fizeram uma análise da situação de saúde do ponto de vista epidemiológico, estabeleceram como prioridade a redução da mortalidade infantil, estruturaram três unidades básicas e uma maternidade, principalmente com um número adequado de médicos e enfermeiros pra este projeto, além de busca ativa pela estratégia da saúde da família. “Apesar do pouco tempo, sabemos que será um projeto de sucesso”, pontua a superintendente.

Para que este trabalho tenha resultados positivos, a equipe do SIGA alerta para a correta inserção dos dados no sistema, classificando inclusive as gestantes de risco atendidas. Assim, o monitoramento contínuo dos dados, feito pela equipe da Gerência de Saúde da Mulher, Criança e do Adolescente, permitirá identificar os eventuais problemas e agir.

O próximo passo é apresentar o SIGA Mamãe e o SIGA bebê para a Comissão Intergestores Regional (CIR) para a pactuação dessa proposta com os 30 municípios prioritários. Entretanto, a proposta da Secretaria de Estado da Saúde é estender este projeto para todo o Estado.