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#Clipping: Artigo do secretário da Saúde Leonardo Vilela

06 fev 2017 | Notícias

Febre Amarela e a situação da doença em Goiás é o tema do artigo do secretário da Saúde de Goiás, Leonardo Vilela, publicado nesta segunda-feira (06/02), no jornal O Popular. No texto, o secretário destaca a importância do trabalho do Conecta SUS para a saúde da população goiana. Confira o artigo.

Sem alarme

É importante, no momento de alerta no país para a febre amarela, esclarecer alguns pontos a nossa população. O Estado de Goiás, graças a um trabalho preventivo e sistemático registra hoje a marca de 94% de cobertura vacinal, sendo que especialistas, como Artur Timerman, indicam que 80% são suficientes para evitar surto dessa enfermidade. Isso quer dizer que não há motivo para alarde em nosso território.

Principalmente, ainda, pelo fato de já termos descartado, em Goiás, três possíveis casos. Desde 2014 a Secretaria do Estado da Saúde adota estratégias para intensificar a vacinação contra febre amarela. Os casos registrados em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo ocorreram em uma população não vacinada, que se encontrava fora de área endêmica.

Há muita polêmica sobre o assunto e falta de informação que leva ao pânico desnecessário. Goiás é região endêmica para a doença porque possui matas, macacos – que são reservatórios do vírus – e o mosquito transmissor da febre amarela que vive nas matas. Não é possível erradicar essa doença no meio silvestre. Para tanto, teríamos que destruir todas as árvores, que atraem os mosquitos e onde vivem os macacos. Também é inimaginável o uso indiscriminado de inseticida ou larvicida em regiões de florestas.

Além da cobertura vacinal, em outra frente, a operação Goiás contra o Aedes busca erradicar criadouros de mosquitos, em geral, também, como ação preventiva. Só em janeiro de 2017 foram realizadas 1.165.324 visitas para eliminar focos.

Por outro lado, é dever de cada cidadão conhecer seu histórico vacinal. Saber se já tomou a vacina duas vezes na vida e se tiver dúvida, procurar uma sala de vacinação mais próxima para que sejam avaliadas as condições para se imunizar, caso seja necessário.

Salientamos, ainda, que todo esse trabalho para proteger nossa população tem embasamento em pesquisas de nossos técnicos, tanto em campo ou por meio da ferramenta do Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde – Conecta SUS Zilda Arns Neumann, nosso ambiente tecnológico na Secretaria de Saúde. Ele permite monitorar centenas de indicadores, inclusive, as doenças causadas pelo Aedes.

Por esses motivos, o estado de Goiás, mais uma vez, mostra que atua com antecedência e capacidade técnica para antecipar os problemas, agir em tempo hábil e garantir o bem-estar de nossos cidadãos.

Leonardo Moura Vilela
Secretário de Estado da Saúde de Goiás

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